
Odeio me sentir sozinha, e odeio mas ainda quando isto me faz chorar, detesto expor minha vida assim, disse Alice: mas quando não escrevo me sinto pior, as vezes é como se tivesse me afogando, nada é nítido, mas posso enxergar lá no fundo, as pessoas em minha volta, elas vão me deixando ir, devagarzinho eu vou me perdendo e ninguém nunca me encontra, vivo brincando de esconde-esconde, de cabra cega, de vez em quando me sinto contracenando, como se fosse num teatro onde finjo minhas emoções e o publico aplaude.
Essa ausência você não pode preencher, é algo tão meu, não é falta de amor, nem precisamente de alguém ao meu lado, se isso te responde, se te faz sentir-se melhor, prefira amigo (a) sempre a verdade.
Respire a liberdade enquanto ela não te sufoca, ninguém consegue viver só e feliz, mas enquanto houver pessoas amáveis em minha volta, vou procurar compreender meu coração para transforma a ausência em algo bom, e não usar as pessoas como descartáveis.
Paula Alves
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