"Ele é como
uma casa antiga, pouco conservada e abandonada numa estradinha rumo a lugar
nenhum, seu olhar parecia triste mas seu sorriso dizia o contrario, ele é tudo e
ao mesmo tempo não significa nada, um sopro frio na madrugada quente, um abrigo
em meio a tempestade, uma canção de maio, uma rosa de primavera.
Ele é um
perfume estranho, um rabisco indecifrável, eu não queria que ele fosse mas ele
é exatamente a dose perfeita de tudo que eu preciso; ele é destemido,
complicado, ele consegue ser doce ao mesmo tempo que atrapalhado, suas palavras
confundem minha mente, mas minha inocência sempre o quis por perto."
Paula Alves
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