Ela saiu enrolada numa toalha, molhada com frio e morrendo de medo que alguém chegasse e a visse assim, despida e despenteada, olhou para os lados, seguiu em frente, deu mas um passo... - ouviu um barulho, era como se as portas estivessem se abrindo; recuou, certificou-se que não havia ninguém e continuou , o banheiro era estreito e no cantinho da pia havia uma chave enlaçada numa fita vermelha, tão perfumada quanto uma rosa enraizada, amarrei em meu braço, e pensei nele, não sei por que, me veio em mente tantas coisas boas, eu e ele caminhávamos na praia de mãos dadas; protegia meus olhos do sol, e beijava -me os lábios com tanta ternura, tão doce eram nossas tardes, eram lembranças, apenas estranhas lembranças de algo que eu queria muito que tivesse acontecido.
Não hesitei, sai correndo super atrasada, descabelada, ai te vi, pulei em teus braços e te beijei e fui beijada, meu Deus como eu o amava... Te entreguei a chave do "meu coração" e agora a recebi de volta.
Não é que eu não queira reviver toda aquela magia, ah um pouco de você em cada novo romance que eu vivo, mas é que a nossa historia tinha inocência, tinha uma carência de maturidade, tinha intrigas, mil e um defeitos mas havia sentimento verdadeiro que durou o tempo necessário para me ensinar a sempre manter o meu coração aberto.
Sempre irei respeitar... Meu sentimento.
Paula Alves
Nenhum comentário:
Postar um comentário