domingo, 4 de agosto de 2013

Fragmentos de um diário perdido e empoeirado...



Detesto quando você fala do passado, do nosso passado, odeio as lembranças de quando eu era feliz, odeio o fato de você ter me esquecido tão facilmente  e eu ainda não me refiz; Eu odeio ser essa pessoa dura, insegura, impenetrável, logo eu que já fui tão meiga, decidida e transparente.
Odeio esse meu auto controle, bom mesmo é quando agente põe tudo para fora e não sufoca, quando agente pede um abraço e é abraçado.
Odeio me sentir perdida, odeio essa solidão e mas ainda a falta de compreensão, eu estou pela primeira vez sem amor e isso eu odeio também, será que todo esse ódio vai me afastando das pessoas  e me diminuindo, eu não sei, mas odeio me sentir confusa.

                           Paula Alves

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